21 de dez. de 2011

Vídeo I - Tailândia / Thailand

Pessoal,

O vídeo 1 - Tailândia está aqui!

Hey guys,

Video 1 - Thailand is already here!

15 de dez. de 2011

Adeus Tailândia, bem-vindo ao Laos! / Goodbye Thailand, welcome to Laos!

Posted by Marilia


01/12/2011 - 14/12/2011 - de Sung Men, Phrae, Tailândia - Luang Prabang, Laos

No dia 1º de Dezembro, cruzamos uma província inteira (Uttaradit)! Mas isso não é grande coisa, já que as províncias por aqui são pequenas. Chegamos a Sung Men, já na província de Phrae, o calor era de matar e estávamos famintos, afinal, já era hora do almoço. Paramos na primeira barraquinha que vimos e a moça nos serviu a única coisa que tinha. Um fora! Noodle de arroz (até aí tudo bem) com fígado cru. Ninguém merece! Comemos só o noodle e atravessamos a avenida para comer do outro lado. Agora sim, “cáopat” – fritada de arroz com frango, ovo e vegetais – uma delícia! Por sorte, a dona do restaurante falava um pouco de inglês, além de ser muito simpática e nos ensinar um pouco de Thai, nos indicou um hotelzinho com internet! Passamos o dia usando a internet para recuperar o atraso! Falamos com a família, postamos no blog, mandamos e-mails, revisamos a rota e mexemos nas bikes. Logo o dia já tinha passado e ainda tínhamos coisas para fazer. Para piorar, o pé do Marcos voltou a inchar e à noite estava uma bola! Decidimos ficar mais um dia para ver se melhorava até o dia seguinte, mas piorou mais. Fomos ao Hospital e saímos de lá com um coquetel de remédios e uma indicação para seis dias de repouso! Virge mãe!

Ficamos sete dias na pousadinha que, aliás, era uma graça! Ruen Kaew Resort era o nome. O pessoal do Resort, Miu e Mu (não sei ao certo se é assim que se escreve) era muito simpático, atencioso e cuidadoso com tudo! Muito legal! Enquanto isso, o pé do Marcos desinchava a passos lentos, para não falar lentíssimos! Não doía nada, mas estava vermelho e inchado. Aproveitamos o tempo para renovar o blog, estudar mais sobre nossos equipamentos e outras coisas. A boa nova é que recebemos o reembolso do seguro viagem pelo atraso da bagagem em Bangcoc.

Depois do repouso indicado e medicação, o pé estava bem melhor, mas ainda inchado! Decidimos sair e quem sabe um pouco de exercício não ajudava! E ajudou! Partimos novamente no dia 8 de Dezembro e que felicidade! Seguimos para a capital da província de Nam, chamada Nam, como sempre. No caminho, vimos uma placa indicando caverna e como gostamos muito da outra que visitamos, desviamos um pouco e fomos ver. Subimos uma escadaria de pedra e lá estava a entrada da caverna imensa, com uma fraca iluminação interna e algumas pontes de madeira para atravessar os pequenos cursos de água. Olhávamos para baixo e parecia um abismo, mas na verdade, era o teto da caverna refletindo na água. Ficava lindo! Mas as fotos não ficavam boa devido à baixa luminosidade. Seguimos até o fundo da caverna, onde havia outra abertura e algumas imagens de Buda, com outras estátuas e oferendas. Ficamos um tempo nesse recanto relaxante e seguimos o caminho.


Passamos por diversos vilarejos, como de costume e paramos em um deles e pedimos para acampar em uma escola, o que foi permitido pelos professores. Em poucos minutos estávamos rodeados de alunos, crianças e adolescentes. Os mais jovens eram mais espevitados e os mais velhos mais contidos e chegavam com muita educação, com as mãos unidas na frente do rosto, mas também curiosos. Uma pena nenhum deles falar inglês, mas conseguimos contar de onde éramos e para onde íamos. Como sempre ocorrem nas escolas, armamos a barraca e cozinhamos com plateia.

Levamos um susto em nossa última noite da Tailândia, com um escorpião imenso (15 cm), preto, rodeando nossa barraca! Na manhã seguinte, as subidas começaram para valer e o frio também. Já fazia um tempo que a estrada estava ficando cada vez menos movimentada e as montanhas distantes já estavam mais próximas. Percorremos lentamente os últimos 50 km em terras tailandesas rodeados de vistas deslumbrantes, na companhia de poucos habitantes e alguns motoqueiros que nos cumprimentavam empolgados e que vinham em grupo na direção oposta. Estavam montados em motocas do tipo mobiltete anos 70, com longa folha de capim na traseira e cheios de bagagem. Não sei como subiam tanta ladeira!

Chegamos à fronteira com o Laos, “Terra de Milhões de Elefantes”, na hora do almoço. Comemos nossa ultima refeição tailandesa e cruzamos a fronteira já com saudade. Gostamos demais da Tailândia! Fomos muito bem recebidos e nos sentimos muito bem, pois o povo é bastante simpático.

No escritório de imigração, estavam hasteadas duas bandeiras, a do Laos e da União Soviética, vermelha com a foice e o martelo. Pegamos o visto, pedalamos 3 km e paramos em um hotel simples. O frio estava de rachar, o que nos surpreendeu bastante, pois estávamos a 550 m de altitude só.

O primeiro dia de pedal no Laos foi bem diferente. Além do frio e névoa pela manhã, a estrada era de terra. Almoçamos em Hongsa e encontramos 3 simpáticos franceses que caíram do céu! Um deles, Fabian, morava no Laos fazia 2 anos e nos deu dicas sobre a estrada adiante e decidimos pedalar 27 km até um vilarejo à beira do rio Mekong, onde pegaríamos um barco para Luang Prabang. Os 27 km foram intensos e espetaculares! Quedas de água, muita mata, terra, poeira e subida, seguida de descida até a margem do rio. No dia seguinte, colocamos as bikes na barcaça na companhia de 2 dos 3 franceses, Elza e Arnold. Era meu aniversário e foi um belo dia de passeio de barco, com direito a um presente do simpático casal francês que gentilmente compraram comida para nós em Hongsa. Chegamos em Luang Prabang no final da tarde, junto com o pôr do sol.

Algumas cidades visitadas: Tailândia - Phrae, Nam, Chiang Khlang, Thung Chang. Laos - Honsa, Thasuang, Luang Prabang.

Dicas:

Tailândia: A melhor dica é para você ir para Tailândia, seja de bike, a pé, de carro, de barco. Há muitas cidades turísticas, como Ayuttaya, Sukkhothai, Chiang Mai, a região litorânea e muitas outras coisas. Decidimos não passar por cidades muito movimentadas, pegar estradas mais tranquilas, com paisagens legais e conhecer alguns parques.

Animais: Como disse minha amiga Bianca “na Tailândia tem uns bichos nervosos!”. Sempre atento, especialmente à noite! Cobras, escorpiões e centopeias gigantes, e outros que não vimos!

Visto e fronteira: Cruzamos a tranquila e isolada fronteira de Huai Kon – Nam Nguen, aberta há pouco tempo para não residentes da Tailândia e Laos. A estrada do lado do Laos é bem precária. Até Hongsa, a estrada estava sendo pavimentada, mas após essa cidade, todos os trechos eram bem complicados, com muita terra e poeira (ou lama, na época de chuva). Pegamos o visto lá mesmo.
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01/12/2011 - 14/12/2011 - from Sung Men, Phrae, Thailand - Luang Prabang, Laos

On December 1st, we passed through an entire province called Uttaradit! But that wasn’t a big deal, once the provinces are quite small here. We arrived in Sung Men, at Phrae’s province, the hot weather was unbearable and we were starving (it was high time for us to have lunch). We stopped at the first stall we found on the way and we were served the only dish that was available. We had rice noodle, so far so good… but with raw liver (nobody deserved that!). We only ate the noodle and then we crossed the road to try something better on the other side (which was way better!). We had a dish called "Cáopat" which consisted of fried rice with chicken, egg and vegetables – What a delicious meal! Luckily, the owner of the restaurant could speak a little English, was very friendly and taught us a bit of Thai. She also indicated us a small hotel with Internet access. At the hotel, we spent the day on the internet to make up for lost time! We chatted with our families, posted on the blog, sent email, updated the route and maintained the bikes. The day had passed in the blink of an eye and we still had things to do. To get worse, Marcos' foot started to swell again and it looked like a ball at night! So, we decided to stay for another day to see if it would get better until next day, but it didn’t. We went to the hospital and left it with a cocktail of medicines and a prescription of six days of rest! Gosh!

We stayed at a very cute hotel called Ruen Kaew Resort for seven days. The resort’s staff, Miu and Mu (I’m not sure if I spelled their name correctly), was very friendly, attentive and careful with everything! That was very cool! Meanwhile, Marcos’ foot reduced the swelling slowly, but very slowly! It didn’t hurt but it was red and swollen. We took the time to update the blog, to study more about our equipment and stuff. The good news was that we received a reimbursement from the travel insurance for the luggage delay in Bangkok.

After taking the prescribed rest and practicing medication, Marcos’ foot got better, but was still swollen!  We decided to go out and work out a bit to see if it’d help the recovery! It did work! 
Happily, we departed again on December 8! We proceeded to the provincial capital of Nam, also called Nam. On the way, we saw a sign indicating the way to a cave and, as we liked the other one we had visited before, we changed the route a little bit to visit it. We climbed a stone-made stairway toward the entrance of a huge cave, it had a weak inner light and a few wooden bridges crossing small streams. We looked downward from the bridge and it looked like an abyss, but that was just the ceiling of the cave reflecting on the water surface (It was beautiful!). We took some pics but they are not that good due to the pour light. We crossed the cave ‘till we arrived at another opening where there were some Buddha’s pictures, sculptures and offerings.  We stayed there for some time to relax and after that we continued our journey.
As usual, we passed through several villages and we stopped to ask for a place to camp in a school, which was allowed by the teachers. Within few minutes we were surrounded by students (children and teenagers). The younger were more active and the older ones were calmer and came very politely, with the hands together in front of their faces, but they were also curious. It was a shame that they couldn’t speak English, but we could tell them where we came from and where we are going to. As usual when we camp in schools, we put up the tent and cooked surrounded by an audience.
We were frightened on our last night in Thailand, we found a huge black scorpion (about 15 cm) surrounding our tent! On the next morning, we faced the slopes and cold weather as well. It had been a time that the road was becoming less busy and the distant mountains were already closer. We cycled the last 50 km slowly in the Thai land surrounded by breathtaking landscapes, in the company of few citizens and some groups of motorcyclists who passed us by and greeted us excited. They were riding motorcycles like “mobiltete” from the 70s, carrying long grasses and a lot of luggage in the back. I don’t know how they ascend that slope carrying such a load!

We arrived at the boundary with Laos, "Land of Million Elephants," at lunchtime. We ate our last Thai meal and then we crossed the boundary. We enjoyed having passed through Thailand!  We were very well welcomed there! We felt very good because the people are very friendly.
There were two flags at the immigration office, one from Laos and the other one from Soviet Union. We got the visa, we cycled 3 km and stopped at a hotel. The cold weather was terrible, which surprised us a lot because we were only at 550 m altitude.
The first day in Laos was quite different. Besides the cold weather and the fog in the morning, the road wasn’t paved at all. We had lunch in Hongsa where we met three kind French guys. One of them, Fabian, had lived in Laos for two years and gave us some tips about the pathway we were about to face. We decided to cycle 27 km bound for a village located by Mekong river, whence we'd proceed by boat to Luang Prabang. The 27 km-long journey was intense and breathtaking! There were waterfalls, a lot of forest, soil, dust, slope and a descent to the river’s bank. The next day we put the bikes on the barge in the company of two of the tree French, named Elza and Arnold. It was my birthday and it was a beautiful day for boating, I got a gift from the friendly French couple who kindly bought us some food in Hongsa. 
We arrived in Luang Prabang late in the afternoon, along with the sunset.
Some visited cities:
Thailand - Phrae, Nam, Chiang Khlang, Thung Chang.
Laos - Hongsa, Thasuang, Luang Prabang.

Tips:
Thailand: The best choice is to pass through Thailand, it can be by bike, on foot, by car or by boat. There are many touristic cities there, such as Ayuttaya, Sukkhothai, Chiang Mai, the coastal region and many other places. We decided not to bike in crowded cities, instead we decided to cycle on the quietest roads, see cool landscapes and visit some cool parks.

Animals: As my friend Bianca said: "there are nervous animals and insects in Thailand". We had to be very cautious especially at night! There were snakes, giant scorpions and giant centipedes, and others which we haven’t seen!

Visa and boundary:  We crossed the quiet and isolated boundary of Huai Kon - Nguen Nam, recently opened to tourists of Thailand and Laos. The roads in Laos are very precarious. From the boundary with Thailand to Hongsa, the road was being paved, but after that city, cycling on those pathways were quite complicated, there were a lot of dust and  mud in the rainy days. We got the Visa in Hongsa.

4 de dez. de 2011

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1 de dez. de 2011

Tailândia II – Parque Nacional, leve acidente e muita cultura tailandesa / Thailand II - National Park, and accident and a lot of Thai culture

Posted by Marcos

20/11/2011 - 30/11/2011 - De Phetchabun a Sung Men, Phrae, Tailândia

Fizemos um segundo dia de descanso para recuperar as energias. Hotel de beira de estrada, chalezinhos bonitos por fora, mas nem tanto por dentro, isto porque o colchão era incrivelmente duro, o banheiro alagadiço, chuveiro com água gelada, fedor incessante, canequinha para descarga e só, sem esquecer das duas garrafas de água e do rolo de papael higiênico– brindes da casa! Fomos jantar e fizemos “amizade” com uma senhora, a cozinheira, que ria muito de nós quando chegávamos e fazíamos qualquer coisa: quando tentávamos falar tailandês, do jeito de comer, se comentávamos alguma coisa em português, tudo isso com as outras pessoas em volta interagindo e dizendo “um não sei o que”. Eu sempre brincava com a Lila que eles estavam falando mal de nós.



Tentamos escrever o nome dos pratos que tínhamos gostado do cardápio para pedir em outros lugares, tentávamos entender as pronúncias para poder pedir sem tanto enrosco e assim fomos nos virando, assim fazíamos sempre que tínhamos oportunidade, nos restaurantes e com tailandeses que se comunicavam em inglês.



Feira livre tailandesa: muito curiosa, com frutos, vegetais e carnes, tudo muito diverso, bem diferente do usual. Rodamos por várias lojinhas de tranqueiras usadas, em estoque, empoeiradas e que vendiam de tudo um pouco, desde fertilizantes até material escolar, parecia ser comum para eles esse tipo de comércio.



Nas estradas: muita agricultura, muito arroz, em todo formato, desde no campo verdinho ainda até ensacado na porta do armazém para ser vendido, nas caçambas de caminhonetes de todo tipo que se enfileiravam para vender o que tinham. Aliás, caminhonetes por aqui é muito comum, é muito comum também um caminhão sem cabine com motor de tobata-encanteiradora, muito lento, mas entra em arrozal, anda na estrada e carrega muito peso – apelidei-a de pipoqueira, pois seu ronco parece o de uma panela pipoqueira estourando pipoca. Nang Bang Cave: encontramos uma caverna-templo cheirando a mofo, com muitos morcegos e imagens de Buda para todo lado, tudo indicava ser a improvisação de um templo budista enquanto o oficial não terminava de ser construído, ainda em obras. Imaginávamos encontrar uma caverna turística, mas o que vimos era isso... e também alguns papéis que pareciam ser os mantras, largados numa mesa e alguns estranhos tambores e pratos.



Contatos: quem tentava se comunicar com a gente, com simpatia, muitas vezes acabava indo embora sem êxito, sorridente, nos desejando boa sorte, mas sempre ficava uma vontade de saber mais, eles de nós e nós deles. Tivemos companheiros animais como o gato “Pixinguinha” que comeu atum com a gente, a galinha e seus pintinhos – companheiros de sono, as crianças que sempre nos adoravam – nossos professores de tailandês - os monges – que nos davam abrigo, água e comida - as cozinheiras, as formigas (rs) e outros seres, que as vezes nem vemos (rs). A molecada era toda curiosa com a nossa presença e, aos poucos, se soltavam conforme íamos dando liberdade e quando víamos, já estavam sentados, brincando, tentando nos ensinar tailandês e a gente tentando ensiná-los inglês e português. Aprendemos bastante com as crianças, também. Elas nos diziam, certa vez: “Gusbye, gusbye”...e a professora, toda participativa, vinha vindo com a sua caminhonete em direção a eles para carregar a caçamba de crinaças e leva-los para suas respectivas casas. Noite agitada de acampamento em escola, mas legal, conhecemos um pouco mais das crianças tailandesas!



O parque nacional Phu Hin Rong Kla abrange com uma área de 30.700 há e é considerado tanto uma reserva natural como um local histórico onde foram travadas batalhas entre a ala comunista tailandesa e o governo tailandês. O parque preserva os pontos históricos como os escritórios administrativos dos comunistas, o local onde se travaram as batalhas e o local onde os comunistas hasteavam a bandeira quando venciam as forças do governo.



Entrada do parque. Pagamos os 420 bahts cobrados, após o rapaz da guarita nos sinalizar com as mãos plano, se não ficaríamos por ali mesmo, acampados bem no topo da serra. O frio seria enorme de madrugada, mas mais subida não seria possível. Adentramos no parque, e realmente não tinham tantas subidas, uma ou outra curta e muita descida, sorte: não seria tão custoso um banho gelado, mas o frio permanecia e o banho gelado foi custoso.



Subida, muita subida. Subimos de 120m de altitude, por uma estrada sinuosa e movimentada por repolheiros, para os 1.820m, tudo isso para chegar ao Parque Nacional Phu Hin Rong Kla. Nunca havíamos subido tanto assim de uma vez só. Viramos atração: todos que passavam por ali e também estavam turisticamente tiravam fotos de nós, muitos deles faziam isso quando estávamos de costas (rs), uma família grande, um casal numa motoca que mal subia aquelas pirambeiras, um grupo a frente e outros. Repolho? Tinha aos milhares, plantados no meio das rochas em inclinações inimagináveis, e a estrada fazendo curvas, e a cada curva uma surpresa, mais ingreme ainda! E tudo abaixo ia ficando miudinho. O cansaço estava forte, muitos quilos na bagagem e pernas queimando, a paisagem, a ventania, aquela altura toda, valia a pena, depois descansaríamos...algumas  vezes, após a passagem pela vila no alto do morro e comido bolacha e refrigerante, o vento batia tão forte que era difícil controlar o peso das bicicletas, ficávamos pêndulos e a mercer de sua força, que era grande. Muitas fotos tiradas de diversas alturas, das estradas em curvas e de nos naquele cenário magnifico.



Dia de descanso: cozinhamos com alimentos do local, a Lila descobriu uma feirinha de agricultores daqui mesmo e barganhamos e compramos bananas, repolho, um brotinho que parecia ser de repolho bem utilizado nos pratos tailandeses, uma espécie de batata, mas mais adocicada e branca com pontinhos roxo por dentro - uma mistura de batata doce com cará - cenoura, arroz e atum. Fizemos um preparado que nos rendeu um ótimo almoço e uma sobrinha para a janta. Filtramos água, tomamos banho 2hs da tarde por causa do frio da água e do local.



Tudo preparado. Era jantar num dos restaurantes do parque, o qual apelidamos de Restaurante da Cassiana - local simples, muito bom, pessoal simpático e atencioso (até aprendemos os nomes de alguns pratos e os números em tailandês com a Cassiana), preparar alguns apetrechos dentro da barraca e dormir para o dia seguinte. Mas como que planejado o esquecimento de troco, a Lila estava apenas com 1000 Bahts e a Cassiana não tinha trocado, então nos devolveu e pediu que pagássemos no dia seguinte, mas dia seguinte sairíamos bem cedo, não teria dia seguinte, então ela foi buscar trocado os 120 Bahts, pagamos e a Cassiana e toda a turma do restaurante que estava reunida (sexta-feira à noite) bebendo nos ofereceram bebidas (uísque e uma espécie de pinga fraquinha), bebemos, nos despedimos e no caminho para a barraca uma centopeia morde meu pé, sem saber e desesperado tiro a meia e vejo o bicho andando meio transtornado a minha frente. Corremos ou tentamos correr de volta ao restaurante para pedir ajuda. Lá todos muito dispostos a ajudar correm dali e daqui e providenciam uma caminhonete para irmos até o hospital, depois de ter providenciado meus documentos pessoais e documentos para acionar o Seguro da Vital Card. A dor e formigamento chegou até a panturrilha, pensei, esse trem é venenoso.



A dor não passava, já no hospital de Nakhon Thai, conseguimos ser atendidos por uma enfermeira que falava algo em inglês, nossa salvação! Fui muito bem atendido, algumas injeçõezinhas para dor e antitetânica e daí ficaria sob observação por uma noite, me levaram até o quarto onde repousei e estiquei a perna para no dia seguinte já receber alta logo de manhã. Da maneira que conseguíamos íamos retribuindo a força que nos davam nos momentos difíceis, principalmente. A Lila encontrou com um dos visitantes de um dos pacientes no supermercado que ele lhe deu carona até o hospital, de motoca, demos grande parte do pão que havíamos comprado a um rapaz que parecia ter sofrido acidente, desolado, sobrevivendo a base de aparelhos e que o recebeu com muita alegria.



A Vital Card nos deu um atendimento direto, sem complicações, bem claro e muito atencioso. Entraram em contato com o hospital, acertaram gastos de internação e medicamentos e tudo beleza!



Passamos mais três dias no parque, relaxados e despreocupados. Pé para o alto, massagem, alimentação e descanso até o pé desinchar. Aproveitamos o tempo para tentar decifrar mais alguns pratos tailandeses e ficar à toa pra valer, às vezes é necessário!



Saindo do parque descemos bastante, afinal 1.500 metros não é muito comum por aqui. Chegamos aos 200 metros, voltando ao forte calor. Passamos por Nakhon Thai 33 km adiante ao parque, cidade simples e interiorana; tomamos um iogurte, comemos picolé e continuamos pela via principal, já no desvio planejado, em busca de banana, vimos algumas penduradas e Tao lai? (Quanto custa?) A senhora nos respondeu algo que não entendemos, estendendo os 2 cachos de bananas (no ponto pra comer e guardar um tanto), insistimos em pagar o que costumávamos pagar (15 Bahts), mas a senhora não aceitou e acabamos por aceitar o tótimos presente!



Algumas cidades visitadas: Phetchabun, Lom Sak, Nakhon Thai, Chat Trakan, Thong Saeng Khan.



Dicas:

Seguro: Sempre que precisar acionar seguro viagem, faça-o imediatamente após o ocorrido.

Telefonia: Na Tailândia, o custo baixo de ligações é baixo (cerca de R$ 0,80 de celular para o Brasil e R$ 0,40 de telefone fixo para o Brasil) e boa cobertura de celular.

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20/11/2011 - 30/11/2011 - From Phetchabun to Sung Men, Phrae, Thailand

We took a rest for the second time to recover the energy. We stayed at a Hotel by the road side, there were little chalets which were beautiful from outside but not that beautiful from inside, that was because the mattress was incredibly firm, the bathroom was wet, only cold shower, an incessant bad smell, only a little mug for flushing, two bottles of water and a roll of toilet paper (the last two were freebies). 

So, we had dinner and started a “friendship” with a woman, a cook who laughed a lot at us as we did anything: when we tried to speak Thai, the way we ate, when we commented about something in Portuguese. Just to get better, there were other people around her chatting and saying things we didn't understand. I used kid Lila by saying that they were gossiping about us. We tried to write the name of the dishes we had tasted before to order them in other places, we also tried to learn the right pronunciation to be easier understood. That was the way we managed the communication problems... whenever we got the opportunity, in restaurants and with Thai people who could speak English. 

Thai market: very interesting, there were all kinds of fruit, vegetables and meat... It's very different from what we've seen before. We passed by several stalls where dusty used stuff were being sold and also stocked. They sold a little bit of everything, from fertilizers to school supplies, It's seemed to be a common trade for them. 

On the roads:  a lot of agriculture activities, plenty of assorted rice,  from the unripe ones cultivated on the fields to the packed ones placed at the door of grocery stores or on the back of pickup trucks parked aligned by the road side. By the way,  pickup trucks are very common here, so is the trucks with no cab and engine known as "tobata", it's a very slow truck but it's suitable for rice field and roads, besides the fact it carries heavy loads - I call it "pipoqueira" (popcorn pan), because the noise it makes reminds me of corns popping in a pan.  

Nang Bang Cave: We found a cave temple which smelled like mildew, there were bats in it as well as several Buda's portraits, everything made us suppose that that was an improvisation of a Buddhist temple while a definitive one was being built. We were supposed to find a touristic cave but that was what we found...There were some pieces of paper which looked like mantras on a table, as well as some weird drums and some plates. 

Communication:  Who tried to communicate with us with sympathy, ended up going away cheerful most of the time, wishing us good luck and in the mood for knowing more about us and we about them. We took some animals as friends as well, like a cat called "Pixinguinha", which ate tuna with us, and a chicken and its chicks, which were our nap companion. We met some children, (who liked us a lot), our Thai teachers, the monks (who gave us shelter, water and food), the cook, the ants, (lol) and other living beings, which we can't even see (lol).  The kids were very curious and shy with our presence, but, little by little, they got rid of the inhibition as we encouraged them. When we realized, they were sat, playing, trying to teach Thai to us and, in return, we tried to teach them some English and Portuguese. We learned a lot with those children too. They said to us: "Gusbye Gusbye" as the participative teacher arrived on a pickup truck to carry them to their respective homes. What an exciting camping in the evening at a primary school!.. very cool!.., we had the opportunity to know a bit more about Thai children. 

The Phu Hin Rong Kla National Park  encloses an area of 30.700 há and it is considered, in such a way, as a natural reserve as a historical place where battles between the Thai communist section and the Thai government were fought. The park preserves historical areas and the administrative offices of the Communists, the place where battles were fought and where the Communists displayed the flag when they defeated the government forces.  
The entrance in the park: We paid a 420-baht fee to get in the park. If a guy hadn't made some hand signs to call our attention from a sentry box, we would have remained there and camped right at the top of the hill. It seemed that the night was going to be a freezing one, but we couldn't bear ascending any longer. 

We got into the Park, it really didn't  have many slopes, only some ascent and a lot of descent (luckily!). It wouldn't be that difficult to take a cold shower, but the coldness would remain, making a cold shower very unpleasant. Ascent, much ascent. We went up from 120m of altitude, on a winding road full of cabbage merchants, to 1.820m of altitude, we did all that to arrive at the Phu Hin Rong Kla National Park . We had never gone so far at once. We turned attraction: every tourist who passed us by took some shots of us, many of them did that as we were on our back to them (e.g a big family, a couple on an old motorcycle that hardly could face that steep ascent, a group of people ahead and many others). What about the cabbage? There were thousands of them, growing among the rocks on unimaginable inclination, and the winding roads making curves, for each curve a surprise, other curve even steeper! As we proceeded upwards, everything left behind was getting tiny. We were very tired, carrying a lot of load in the panniers and our legs seemed to be in flames..., but the view, the cool wind and all that height were worth it, we could rest later… We took a break in a village on the top the hill to eat some cookies and drink soft drink... after that we proceeded but the wind was so strong that it was difficult to control the bikes, we were swinging like a pendulum and under the wind's influence. We took Many pictures from different heights of the road in curves and of us as well making part of that stunning scenery.
A day off: We cooked using local ingredients, Lila discovered a little market organized by local agriculturists with who we negotiated and bought bananas, cabbage, a sprout which seemed to be a cabbage (this sprout is widely applied in Thai dishes), a kind of sweet potato (it was white with purple spots inside - It looked like a mixture of a sweet potato with a dasheen), carrots, rice and tuna. We prepared a meal which satisfied our hunger in the lunch time and remained a bit for dinner. We filtered some water and took a shower at two O'clock p.m. because of the cold water and the cold weather. 

Everything was arranged: We were supposed to have dinner at one of the restaurants of the park, which we nicknamed Cassiana's Restaurant - simple location, good service, likeable and considerate attendants (We learned the names of some dishes and the numbers in Thai with the aid of Cassiana) - prepare some equipment inside the tent and go to bed. But we forgot to take some change, Lila only took a 1000-Baht bill and Cassiana didn't have the change, so she gave it back asking us to pay her in the following day. But we explained her that there wouldn't be a following day once we would leave early in the morning. So, she had to got the 120-Baht change - After solving that problem, we paid the bill and said good bye to Cassiana and all the staff of the restaurant who were gathered togheter on Friday night drinking and offering us beverage (like whiskey and a kind of Cachaça with a low quantity of alcohol by volume).. That was cool!. 

On the way back to the tent, something bit my foot... unknowing what, I despairly took off my socks and I saw a dizzy centipede crawling before me. We ran or even tried to run back to the restaurant to ask for some aid. There, everyone put up a fight to help, running back and forth in order to find a pickup truck to take me to the hospital (of course, after taking all my personal documents and the documents needed to call for the travel insurance - provided by Vital Card). I could feel the pain and the tingle reaching my legs and knees which made me think that sting was poisonous.  

 At the Hospital of Nakhon Thai, we fortunately met a nurse who could speak English, (That was our salvation!). I was well treated, I took some injections to stop the pain and anti-tetanus vaccines. After that, I had to stay at the hospital to be monitored for a night. They took me to a room where I could rest my leg and wait until be discharged from hospital in the following morning. 

As far as possible, we tried to repay the help provided by the Thai people during the difficulties. In the supermarket, Lila met one of the patients' visitors which gave her a ride to the hospital by motorcycle, so we donated a great amount of the bread we had bought to a desolate guy who seemed to have suffered an accident, we was surviving with the aid of an equipment. He accepted our offer with lots of joy.  

Vital Card gave us  a clear, direct, considerate and uncomplicated attendance. They got in contact with the hospital, paid the expenses for the admission and medicines... and everything was solved! 

We stayed for more three days in the park, totally relaxed and  carefree. Legs hung up-side down, massage, feeding and resting until my foot reduce the swelling. We took that time to try to decipher some Thai dishes and to just hang loose, which is necessary sometimes!  

After leaving the park, we went down all the way back, because 1,500 meters of altitude is not very common here. We arrived at the 200 meters of altitude, coming back to the strong heat. We passed through Nakhon Thai -  33 km from the park, it's a simple and provincial town; We took a break to have some yoghurt and ice pop... and then, we proceeded through the main road, according to our plan, looking for bananas for sale. We saw some bananas exposed, so we asked: "Tao lai?" (How much is it ?). The woman answered something that we didn't understand, showing two bunches of bananas (they were ripe enough to eat and to store for future consumption), we insisted in paying what we used to pay for it (15 Bahts), but that woman didn't accept our offer and we ended up accepting that nice gift!  

Some visited cities: Phetchabun, Lom Sak, Nakhon Thai, Chat Trakan, Thong Saeng Khan.  

Tips: 
Insurance: Whenever you need to call for the travel insurance, do it immediately.  
  
Telephony: In Thailand, the cost of a call is low (about 0,50USD per min - an international call to a cellphone in Brazil and 0,25USD per min - an international call to a landline in Brazil) and good cellphone coverage.

21 de nov. de 2011

Tailândia I - Pé na estrada / Thailand I - On the road



Posted by Marilia


13/11/2011 - 19/11/2011 - De Bangcoc a Phetchabun, Tailândia.


Agora sim, finalmente partimos rumo à Europa, no dia 13 de Novembro! Pegamos um trem até uma estação que nos afastou um pouco da muvuca do centro da capital Tailandesa e começamos a pedalar.

Bom, decidimos mudar nossa rota logo no começo, e não vamos mais para o Camboja. Queríamos muito conhecer os templos de Siem Reap, chamados Angkor Wat, mas como tivemos de ficar esperando minha mala, a questão “clima no futuro” pegou, e não queremos pegar frio na Russia (se é que o roteiro não muda até lá!). E também, conversamos com quem visitou o lugar e nos disseram que o caminho até lá – 360 km de Bangcoc – não é bonito. Bom, o fato foi que reformulamos o caminho rumo ao norte da Tailândia!

O primeiro dia foi, basicamente, uma fuga de Bangcoc. Pedalamos 70km até Chachoengsao, onde chegamos no final da tarde e o dilema começou – onde armar nossa barraca? Depois de rodar um pouco pela cidade, decidimos pedir em algum templo, o que não falta pelo país todo.
Por fim, armamos nossa barraca em um ring de boxe tailandês, ensinado a crianças órfãs acolhidas por um monge que nos recebeu muito bem, oferecendo comida, banho e água.

Fora a novidade de dormir em um templo, vimos que o negócio de chuveiro e privada como conhecíamos era luxo de Bangcoc. Banho frio de caneca e privada turca, cuja descarga é um potinho com o qual você joga água e manda tudo embora.

No segundo dia, desviamos para uma estrada menor que estava bem mais tranquila, aliás muuuito tranquila. A paisagem era sempre alagadiça e a cada quilômetro víamos um tipo de criação diferente – peixe, camarão, lula. Nessa noite, não titubeamos e também dormimos em um templo com uma área externa imensa, onde viviam poucos monges, talvez uns seis. Nem precisamos de despertador, porque às 4 e 30 da matina eles começaram a cantar mantras e uma caixa de som imensa e alta reverberava a cantoria. Bem diferente!

Até então, foram quase 200 km de plano, totalmente plano, quase ao nível do mar. No terceiro dia, as coisas mudaram depois que adentramos em um Parque Nacional, o Khao Yai. Foram 35 km de subida em uma estrada perfeitamente asfaltada, envolta por muita floresta, macacos, pássaros e até elefantes, que não vimos, somente suas fezes (secas!). Dormimos, praticamente, em um spa de luxo – um camping com chuveiro (com água fria) e uma das privadas “normais”. Subimos quase 1.000m, então o clima mudou bastante, já com noites frias e dias menos abafados.

Passamos o dia seguinte no camping, lavamos roupa, escrevemos para o blog, descansamos, caminhamos, comemos, enfim, relaxamos as pernas! Tudo isso na companhia de muitos veados espalhados pela área do camping, buscando comida.

No camping, conhecemos um casal que vive na Austrália, Kora e Yan, que também estava viajando de bike – da Inglaterra à Austrália! Haviam partido em Março e pareciam ter outras experiências com esse tipo de viagem, então aproveitamos para trocar umas ideias e vimos que não estamos muito fora do esquema.

Saímos do parque e seguimos ao Norte por estradas pequenas, com pouco movimento. Iniciamos um trecho mais rural, com muitas plantações e pomares – milho, cana, mandioca, fruta do conde (delícia!), pitaia e arroz. Andamos mais três dias, agora com mais calor e muito sol. Já no meio da manhã, o sol é muito forte! Já não estávamos mais passando por lugares em que turista é comum, então todos olhavam muito, sorriam, faziam joia e muitos diziam “hallo, hallo!”. Dormimos mais duas noites em templos perdidos no meio dos pequenos vilarejos e uma noite em um pequeno hotel, na beira de uma estrada. Lugar simpático, não dos mais limpos e no meio do nada, já que há poucas cidades nas estradas em que estamos.

Andar por estradas menores tem vantagens e desvantagens. A vantagem é a tranquilidade das estradas e o visual, e a desvantagem é que você precisa estar abastecido para cozinhar à noite (e isso significa carregar mais peso, lavar a louça – no escuro, muitas vezes, etc.), enquanto que nas estradas maiores sempre tem uma cidade em que você pode jantar, senão tiver a fim de cozinhar. Por enquanto estamos misturando um pouco de cada. Estamos sempre almoçando em restaurantes, se é que se pode chamar de restaurante. A comida por aqui é bem barata (por 1 ou 2 USD comece-se bem) e há pratos bem gostosos (outros nem tanto). Escolher onde comer é uma aventura, pois muitos restaurantes não têm cardápio e muitos dos que o tem são sem figuras e todo em thai! Às vezes vamos até a “cozinha” e indicamos os ingredientes, ou vemos um prato que alguém está comendo e falamos que queremos um daquele. Mas com um detalhe importantíssimo – sem pimenta! Sério, o negócio deles com pimenta é um caso sério. Tem vez que engasgo, me falta ar e arde tudo só de ficar perto da cozinha deles, imagine comer!

Aos poucos, fomos adquirindo mais experiência e pegando os macetes dessa vida que levaremos por um tempo. Acordar, enrolar o colchão, dobrar travesseiro, empacotar tudo (o que secou e o que não secou) e colocar nos alforjes, desmontar a barraca, tomar café, escovar os dentes e pé na estrada! No meio do caminho é preciso decidir se estoca ou não comida e água, porque nunca se sabe se vai haver algum vilarejo (que não estão no mapa!). No final da tarde, o processo é contrário, desempacotando, armando barraca, além de cozinhar, muitas vezes, lavar e secar louça.

Outra coisa bem diferente são as pessoas, que fazem um alvoroço com a nossa presença, rindo de nós e falando mil coisas que não entendemos. Acham graça do jeito como falamos, de não entendermos o que falam, de tentarmos falar Thai, de estarmos viajando de bicicleta, enfim, de tudo. O povo aqui ri muito e é muito curioso. Quando estamos mexendo em algo diferente, como o filtro de água, as pessoas ficam olhando tanto, com tanta atenção, que o Marcos diz que vai vender ingressos.

Com certeza o conceito de limpeza aqui é diferente do nosso. Os banheiros raramente têm sabonete e não se usa papel higiênico, mas o tal do potinho para se lavar, técnica que ainda não aprendi muito bem. Na cozinha, o conceito de limpeza é também diferente, mas as comidas cozidas são bem cozidas, o que é frito é bem frito e o que é cru não comemos, só quando nós mesmos preparamos. Já comemos em diversos lugares e nada fez mal, até então. O pessoal daqui parece se preocupar com a água que bebe e ninguém bebe da torneira.

Nossa, tem tanta coisa nova que dá vontade de contar tudo, mas vou ficando por aqui!

Algumas cidades visitadas: Chachoengsao, Bang Sang, Prachin Buri, Pak Chong e Wichian Buri.

Facilidades inesperadas: Encontrar lugar para acampar, tomar banho! (Mãe, todos os dias, até agora!), comer muito barato.

Dificuldades: Comunicação, montar a barraca bem e rápido, calor e muito sol, beber água quente durante a pedalada (parece que não mata a sede!), sair bem cedo (arrumar as coisas antes do sol nascer é difícil, por causa do escuro e com lanternas não somos tão rápidos).

Os alimentos mais consumidos no período: arroz (papa e sem sal), sardinha enlatada, noodle, frango, ovo, banana (a preço de banana – uma dúzia por menos de 1 USD).

Dicas:

Alforjes: A ideia é colocar semelhantes junto com semelhantes, do tipo: coisas para dormir tudo junto, coisas para higiene junto, coisas para frio, coisas para calor, e assim por diante, de modo que fique prático para achar. Mas nem sempre isso é 100% possível, pois é preciso equilibrar o peso nos quatro alforjes (dois dianteiros e dois traseiros).

Língua: O pessoal por aqui não faz muita mímica, simplesmente fica falando, crente de que você está entendendo tudo. Temos um bloquinho com algumas frases escritas em Thai (cujo alfabeto é bem diferente do nosso) e algumas “como se lê”, como água, sem pimenta (por questão de sobrevivência), posso acampar aqui, posso tomar banho, remédio, hotel, quanto custa, obrigado, oi. Bem útil! Outras coisas boas são um bloco de papel e caneta, para o caso da comunicação verbal e gestual não rolar mesmo.

Placas: Não confie nas distâncias para cidades que as placas nas estradas indicam – em uma há indicação de uma distancia, e depois de alguns quilômetros em direção a ela, há outra indicando uma distância maior!

Higiene: É bem útil ter sempre papel higiênico e sabonete.

Confiram as fotos aqui!


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13/11/2011 - 19/11/2011 - From Bangcoc to Phetchabun, Thailand
 


On November 13, we finally started going in direction to Europe! We took a train to a station located far from downtown of the Thai's capital. Then, we proceeded by bicycle.


We had already decided to change our route some time ago and, as a result, we're not going to pass through Cambodia. We'd like to visit the Siem Reap's temples - called Angkor Wat - but we wasted our time waiting for my changed luggage. But the weather condition was the main reason that led us to give up, we didn't want to face the Russia's freezing weather (considering the route wouldn't change again). In addition, we got the information that the 360km-long pathway starting in Bangkok didn't have a beautiful view. So, we reformulated the route in order to go toward Northern Thailand. 


The first day was basically an escape from Bangkok. We biked for 70 km toward Chachoengsao, where we arrived late in the afternoon. So, the dilemma came out: Where can we put up our tent? After biking around the town, we decided to ask for a shelter in some temples, which are plentiful throughout the country. We ended up putting up our tent in a Muay Thai boxing ring where orphan children are taught and are cared by a monk who, by the way, welcomed us kindly offering food, bath and water.


Apart from the fact of sleeping in a temple, we realized that the shower and the flush toilet were luxury of Bangkok. We had a cold bucket bath and had to use a squat toilet, whose flushing mechanism is to throw water in it with the aid of little pot.


On the second day, we biked on a quiet narrow road, by the way, a very quiet one.  The landscapes were saturated with water in which we could see different kinds of animals, such as fish, shrimp, and squid. At night, we didn't hesitate in sleeping in a temple with a spacious outdoor area, It was a shelter for some few monks (maybe six monks, I think). We didn't even need an alarm clock because they started singing mantras that reverberated through the temple from a big powerful speaker. That was new to us!


So far, we had biked almost 200 km in a flat land, a completely flat one that was almost at the sea level. But, things changed on the third day when we got in the Khao Yai National Park. We faced a 35km-long ascent, cycling on a paved road which was surrounded by the forest - there were monkeys, birds and even elephants (We've seen only their feces!). We practically slept in a luxurious spa, it was a camping that had shower head (cold shower) and flush toilet. As we ascended almost 1.000m, the climate changed a lot - it was characterized by its cold nights and less sultry days. 


We spent the following day in the camping: we did the laundry, we wrote our posts, we rested, we took a walk, in short, we rested our legs! We did all that in the company of a lot of deer, which were seeking for food throughout the camping.


There, we met a cyclist couple who lives in Australia - Kora and Yan - they were traveling by bicycle from the UK toward Australia! Once the departed in March, they seemed to have background in this kind of trip, so we took the opportunity to share some ideas with them (We realized that we're not on the wrong way!).


We left the park and proceeded toward the North along some slightly busy narrow roads. Then, we took a road in the countryside, where there were lots of cultivated areas - corn, sugar cane, assava, delicious sweetsop, pitaya and rice. We cycled under the heat of the blazing sun for three days(It was very hot, even early in the morning!). Once we weren't passing through places visited by tourists, everyone stared at us: they smiled, they gave a thumbs-up to us and, many of them, said "hallo, hallo!". We slept two nights in lost temples in small villages and one night in a small hotel by the road side (It was a cozy place...not that clean one...and located in the middle of nowhere, there were few towns by the road side).


Cycling across narrow roads has its advantages and disadvantages. An advantage is the tranquility and the view, and disadvantage is that you have to cook in the evening (which means that you have to carry more load, do the dishes in the darkness and so one). On the other hand, there is always a town along larger roads where you can have dinner if you're not in the mood to cook. For the time being, we've been cycling across both large roads and narrow ones. We always have lunch in restaurants (I'm not sure if we can call those places restaurants). The food is very cheap (US$ 1.00 or US$ 2.00) and there are very delicious dishes and also not that delicious ones. Choosing what to eat is an adventure because many restaurants don't have a menu and when there is one, it's written in Thai and there is no illustrations! Sometimes, we have to either go to the kitchen to indicate the ingredients we want or choose the dish by looking what someone else is eating. We don't forget a very important detail - no pepper! I'm not kidding, their taste for pepper is a serious case. Sometime I choke by only staying near the kitchen, imagine what if I eat their spicy food!


Day by day, we started getting more and more experience and learning the ins and outs of the new routine we'll face in the following months: Waking up, rolling up the sleeping pad, folding the pillow, packing everything in the panniers, disassembling the tent, having breakfast, brushing the teeth to finally hit the road! It's important to decide whether or not to carry food and water, because you never know if you'll find a village on the way (they are never indicated on the map!). At the end of the day, you have to do the reverse process: unpacking things, putting up the tent, cooking, doing and drying the dishes.


People's behavior is a little bit weird to us. They just get rowdy with our presence, they laugh at us and speak a lot of things we don't understand. They laugh at the way we talk, the fact that we don't understand them, the fact we try to speak Thai, the fact we're traveling by bicycle. In short, they laugh at everything. Here, people laugh a lot and are very curious as well. When we're handling something unknown to them, like a water filter, they stare at it so much that Marcos said that he'll start charging them (lol).


Here, the cleaning concept, without a doubt, is different from ours. The toilets seldom have soap and toilet paper is not used at all; instead, they use that pot for washing (a technique I haven't learnt very well). In the kitchen, the cleaning concept is different too but the dishes are well prepared (we don't only eat the raw dishes, we eat only those which are prepared by us). So far, we have eaten in several places and we haven't got sick yet. Here, people seem to worry about the water quality, nobody drinks tap water.  


Wow, we've experienced so many new things that I want to write about at once, but that's all for now!



List of visited towns and villages: Chachoengsao, Bang Sang, Prachin Buri, Pak Chong and Wichian Buri.


Unexpected facilities: A place to camp, daily bath (Mom, I've taken a shower everyday so far!) and cheap food.


Difficulties:  Communication, putting up the tent properly and fast, hot weather, the blazing sun, drinking warm water during the ride (It seems that it doesn't quench our thirst!), hitting the road earlier (packing things before the sun rise is difficult because it's dark and we're not so fast handling lamps).


The most consumed food so far: rice (mushy and tasteless), canned sardine, noodle, chicken, eggs and banana (You can get a dozen for a song, only US$ 1.00)



Tips:



Panniers: The idea is to group and store alike stuff, like sleeping, personal hygiene, cold weather, hot weather and so one. So that it gets easier to find them. But, that's not a hundred percent possible, once you have to balance the load on the bikes (two panniers are placed on the front and two on the back).


Language: Here, people don't care if you don't understand what they're saying, they just keep talking. We have a notepad on which we wrote some useful words and phrases in Thai and in the way they are pronounced (Thai's alphabet is quite different from the Brazilian one) - some examples: water, no pepper (it's a matter of survival), can I camp here?, can I take a shower?, medicine, hotel, how much is it?, thank you and hi!. In case of failure in verbal and body language communication, a pen and a piece of paper are very useful.


Traffic signs: Don't trust in the distance data between cities provided by traffic signs - A traffic sign indicates a certain distance but, kilometers ahead, there is other one indicating a distance even greater than the previous one!


Hygiene: It's useful to carry toilet paper and soap, in case you need.

Check the photos here!




14 de nov. de 2011

Photos: Bangkok

 

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Bangkok

Posted by Marcos

Enfim, Bangcoc. Que movimento! Viadutos e carros, muitos carros, carriolas, motos, caminhonetes carregadas de gente atrás, lambretas carregadas de comida, pneus e gente, às vezes tudo junto em uma só motoca. Para completar, aqui a mão é inglesa, o que dá um nó no cérebro! 

Nossa saída do aeroporto foi uma adrenalina. Tentamos uma tarde inteira sair de lá – metro, ônibus, taxi, van, mas nada deu certo. Fomos pedalando mesmo. Peguei algumas informações , sobre a saída mais segura para bikes, o que foi bem complicado, pois quem falava inglês não tinha muita ideia das estradas. Claro que nos perdemos, mas bem feio mesmo. Fomos para o lado errado. Na cidade, que achávamos que era Bangcoc, dois ciclistas, com um inglês arrastado, nos disse essa pesada notícia. Voltamos os 18km pedalado, sob sol forte e sem protetor solar (estava na mala da Suíça, filha da mãe!).

Já bem desanimados, sem saber por onde ir, surgiu um ciclista loiro. Esse fala inglês! Era um belga, Stefan que estava indo para Bangcoc e disse para seguirmos ele. Não titubeamos e fomos!

Vimos muitos carros encostados nos viadutos, de pessoa que tentavam salvá-los das enchentes na cidade. Logo o Belga pegou uma estradinha muito menos movimentada e com muitos ciclistas estradeiros, de todo tipo, como é bom isso! Nos sentimos em casa, ainda mais com todo aquele calor, e que calor, muuuuuito calor! rs

O Stefan parou em seu destino, fez um mapa para podermos chegar à casa da Manu e do Rodrigo, e seguimos adiante por entre o caos! Logo chegamos e finalmente banho e cama! Dormimos das 4 da tarde às 4 da manhã. Dali em diante, estávamos empenhados a correr atrás da bagagem ligando e mandando e-mails, o que já contamos com detalhes e revolta em outro post. Nesse meio tempo, tentávamos aproveitar Bangcoc turisticamente, se foi assim traçado nosso caminho, por linhas não tão retas...que assimilemos tudo isso de modo positivo!

As ruas são repletas de carriolinhas de comidas típicas, apimentadas, salgadas, doces, fritas, sujas e limpas. Tudo isso com um pouco mais de pimenta, muita mesmo! Mas queríamos comer comida típica, mergulhar de cabeça na cultura local. 

Visitamos parques e templos, nos adentramos num Espaço de Estudos que quase não tinha turista, mas fomos agradavelmente acolhidos por um monge (“Come in, come in)” que saía de uma sala onde havia um Buda grande e dourado, sentado em posição de meditação, com muito adorno ao redor, algumas caixinhas para doação (todas escritas em Thai. Simplesmente fizemos uma doação, sem saber pra onde, pra quem e porque), e muitas senhoras ao fundo a conversar e comer, algumas outras logo à frente a rezar e a meditar. A intenção inicial era ir até o famoso templo que tem um grande Buda de esmeralda (na verdade de zafira) – Wat Phra Kaeo, mas no caminho até lá fomos abordamos muitas vezes por tuk-tuks e pelos seus comissionados que queriam fechar um pacote de visitações conosco por 100 Baht (USD 3,33), que logo baixou para 20 Baht por hora, mas a insistência e a conversa boba deles nos deixou irritados, muita forçação de barra! Mas compreendíamos que estavam fazendo seus trabalhos e agradecemos o mais gentilmente possível e seguimos a pé. 

Passamos em frente ao Palácio do Rei – Chitralada Villa - enorme, muito arborizado e limpo. Passamos também em frente ao Zoológico, de onde fugiram 15 cobras Mambas Africanas, perigosíssimas e que por sorte não as vimos; passamos diante da Assembléia Nacional, Ministérios e Embaixadas, todos com sacos e mais sacos de aniagem cheios de areia ao redor das construções, para proteção contra as enchentes e, em alguns deles, com paredes recém-construídas para também proteger o prédio da enchente. Tínhamos a notícia que seria questão de tempo até a água chegar em toda aquela região, só restava preparação para minimizar o que poderia ser muito pior, aliás, vez ou outra víamos grandes caminhões do exército tailandês carregados de suprimentos – água e alimentos, principalmente, a perambular pela cidade e próximo ao Ministério da Defesa Nacional.

Conseguimos visitar muitos lugares, turísticos ou não, alguns shoppings (indo atrás de água mineral, em falta devido às enchentes), conhecemos as linhas do “aero trem”, shoppings de informática, para comprar alguns itens restantes para a viagem e ainda pudemos conhecer um pouco do jeito de alguns tailandeses nas negociações e no seu jeito de ser do dia-a-dia. Vimos que todos os lugares têm uma foto do rei e um pequeno templo, chamado de casa dos espíritos, em frente o qual as pessoas fazem uma prostração, rezam e agradecem. Eles estavam sempre rodeados de oferendas, como bebidas, comidas, incensos e flores. Vimos também alguns monges nas ruas, com cestos para que as pessoas doem alimentos e outros produtos. Eles só podem usar coisas doadas, não podem comprar nada.

Na noite do dia 10 de Novembro, celebra-se o período do fim das águas: colocam-se barquinhos cheios de adornos e velas e soltam-nos num lago ou rio, como forma de agradecer pelas águas que já passaram... e que passem mesmo, por um bom tempo! Aproveitamos a ida ao parque para ver a cerimônia e jantamos na rua um prato tailandês preparado na hora, muito gostoso, com macarrão de arroz, frango, broto de feijão, tudo na frigideira, e com algumas lascas de cenoura, barato e gostoso – 40 Baht (cerca de R$2,00).  No momento, ainda não estávamos preparados e não poderíamos nos dar ao luxo de passar mal, então os grilos fritos que vimos em uma das barraquinhas para vender ficarão pra uma próxima, ou quem sabe no interior da Tailândia. Grilo é estranho, mas um iogurte foi o pior. Simplesmente uma refeição brasileira, arroz, milho e feijão, dentro de um pote de iogurte. Nojento!

Agora estamos pedalando pela Tailândia, e o acesso à internet está escasso. Vamos tentar postar o mais frequentemente possível!

Dicas ao viajante, ciclista e curioso:
Alimentos típicos: milho, macarrão de arroz, noodles, arroz, ovo; carnes: frango, peixe, pato, porco, frutos do mar (assados, refogados e fritos); frutos comuns: pitaia, banana (preparada assada, muitas vezes), melancia, abacaxi, manga verde (as frutas vendidas nas ruas são vendidas picadas, muitas vezes); para os amantes de leite fermentado (mais conhecido pela marca Yakult no Brasil), aqui possui versões em diversos tamanhos até 400 ml. Alimentos raros:  queijos, frios em geral, feijão (só no iogurte).
Língua: complicada é pouco.



Finally, Bangkok. What a rush! Lots of overpasses and cars... many cars,  tuk-tuks, motorcycles, trucks packed with people and wheelbarrows packed with food, wheels and people as well (sometimes, packed with all of them at once). To get better, Thailand is a country with left-hand traffic, which confuses us a lot!

Getting out of the airport was an adventure full of adrenaline. We spent a whole afternoon trying to get out of there – by subway, bus, cab, van.. but we failed. So, we decided to ride our bikes. We got some information about a safety pathway for bikes, which was rather complicated because who could speak English, couldn’t give us all the information we needed. We obviously got lost.. seriously lost! We went to the opposite direction. In a town, which was supposed to be Bangkok, two cyclists gave us that terrible news. He had to come all the 18km-long way back, under the blazing sun and with no sunscreen on (which was in luggage before that Swedish girl take it way.. damn it!).

We were unexcited, we didn’t know where to go. But, All out the sudden, a blond cyclist came to us. He did speak English! Stefan is Belgium and was biking to Bangkok, so he proposed us to follow him. We didn’t hesitate in accepting his invitation.

On the way we saw several cars parked on the overpasses, they belonged to people who was trying to keep them safe from the floods. Then, The Belgium guy took a non-bustling narrow road where we met many bicycle travelers from all over the world. That was really cool! We felt at home, even though it was very hot, sooooo hot! LOL

When Stefan arrived at his destination, he drew a map to help us to get to Manu and Rodrigo’s house, so we proceeded  towards to the chaotic traffic. Later on, we arrived at our destination and we finally could take a shower and go to bed! We slept for about twelve hours, from 4 O’clock p.m. to 4 O’clock a.m. From that moment on, we were totally focused on finding my luggage (We’ve detailed that in a previous post). Meanwhile, we tried to enjoy our staying in Bangkok. "If our lives don´t always follow an easy course, we have to face it in a positive way".

On the streets, there were lots of wheelbarrows carrying local food for sale (spicy....too spicy, salty, sweet, fried and also dirty ones). We wanted to try the local food to dive in the local culture.

We visited parks and temples. We got in a studying place where there were no tourists, but we were warmly welcomed by a monk. We heard someone saying “Come in, come in” from a room which had a big golden Buda’s sculpture sat in a meditation posture surrounded by lots of ornaments. There were some donation boxes with messages written in Thai on them (we simply donated without knowing their destination and their purpose). There were some women catching up and eating in the background, as well as some others praying and meditating. 

Our previous goal was to visit Wat Phra Kaeo (a temple where there is a big sapphire-made Buda’s sculpture), but, on the way, we were approached by tuk-tuks and their representatives that initially offered us a tour package for 100 Baht (USD 3,33) that quickly was cut down to 20 Baht per hour. Their persistence and idle talk ended up irritating us a lot! Once we knew that they were just doing their job, we thanked as kindly as possible and then we proceeded on foot.

We passed by the King’ Palace - Chitralada Villa – It was a clean enormous bosky palace. We also passed by the Zoo, whence had just escaped fifteen venomousblack mambas (we luckily didn’t see any).  We also passed by the Parliament House of Thailand and embassies, which were surrounded by sandbags and newly built walls in order to avoid floods. It was said that this region would be under water in just a matter of time and the actions to be taken could only minimize its impacts. By the way, we saw big Thai army trucks carrying supplies, such as water and food, in the city and around the Ministry of National Defense.

We were able to visit many touristic or non-touristic places like malls (we were attempting to buy mineral water – it was hard to find due to the floods). We visited the lines of Bangkok's skytrain, we went to computer stores to buy some needed items for the trip and we also had the opportunity to meet a bit of the Thai’s way of living. We noticed that there was a picture of the king and a little temple named “spirit houses” everywhere we went. There, people prostrated, prayed and thanked as well. The spirit houses were surrounded by offerings, like beverage, food, incense and flowers. We also caught sight of some monks standing on the streets holding baskets go get some food and other stuff from donations. They themselves cannot buy anything, so they have to consume and use donated things. 

In the evening of November 10, it’s celebrated the end of the water season: little “floating boats” containing offerings (called krathong) are placed on a lake or a river to thank for the water which has gone…I do hope it’s gone for a long time! We went to a park to see that ceremony and to dine out on the streets. We ate a cheap delicious Thai dish which was prepared on a frying pan right before the consumption – It consisted of rice noodles, with chicken, with bean sprouts and grated carrots (It cost 40 Baht  - R$ 2.00). 

At that moment, we couldn’t and also were not prepared to get sick yet, so we decided not to try the fried crickets we had seen in a stall (maybe next time in the countryside). Eating crickets must be weird, but having a Brazilian meal (rice with corn and beans) in a yogurt pot  was simply disgusting!

Now, we are biking across Thailand but the Internet access is scarce. So, we'll try our best to post more frequently!

Tips for the traveler, cyclist and curious one:
Local food: corn; rice noodle; noodle; rice; eggs; meat (chicken, fish, duck, pork); baked, braised or fried sea food; typical fruit: pytaia, banana (usually baked), watermelon, pineapple, unripe mango (fruit are usually sold cut in pieces); for the lovers of Yakult (the most famous fermented milk brand in Brazil), there are  some brands which sells it in 400mL bottles. 

Scarce food: cheese, cold cuts (in general) and beans.

Language/communication: It's way too complicated!

Cyclists in Bangkok: Avoid biking, there are many cyclists but the traffic is chaotic. The motorcyclists ride on the wrong side of the road, but it's absolutely common there (When a car comes toward them, they simply get on the sidewalk). When you first arrive in Bangkok, keep your bike wrapped and take a spacious cab or a train.

Tourists: People approach tourists a lot, they tell lies and foolish stories which may annoy you a little bit. When you start losing you temper, just pretend you don´t speak English.

 
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